domingo, 26 de abril de 2009
Chapter XXV - You sit and stare at the sky and think of ways to fake a smile
-Sim, com certeza! – disse Garbo
-Obrigada por fazerem isso
-Nós que agradecemos o auxílio com os Grifos que o senhor mandou, senão estaríamos perdidos! – disse Lofel
-Fico feliz! – deu um leve sorriso aconchegante – vocês devem estar cansados, descansem bem por ora.
-Ok... obrigada mais uma vez – disse Roobnis
O sol ainda estava para fora e andaram para longe de todo o movimento frenético, animais e criaturas movimentavam-se compulsivamente para lá e para cá. Chegaram a uma cachoeira do Grande Rio, sentaram-se à beira da água.
Com os pés mergulhados na água, Sarah brincava mexendo-os.
-Ai, cansei... andar e ainda de vestido cansa...
-Nem brinca... – disse Mands – mas pelo menos a gente ta junto! Imagina se a Vica, Pudim e Lívia tivessem ficado separadas que sem graça...Tadiinhas!
Nisso, por um breve momento de lapso de qualquer razão de Mel, ela correu de longe e pulou apoiando as mãos nas costas de Sarah, caindo ambas na água
Riam freneticamente enquanto tentavam tirar o cabelo do rosto
-Definitivamente Narnia não faz bem pra essas duas – disse Bonner observando a cena
-Ah, que mal faz ser criança, bonner? – disse Mel que nadou para a beira da água, ao lado dele.
-Não, nem pensa nisso...
-Nisso o que?? – perguntou ingenuamente e jogou água nele
-Nisso... – respondeu seriamente enxugando com a manga a água no rosto dele.
Mands, a qual também ria com as amigas disse:
-Ah, quer saber, o vestido é bonito mas eu to cansada e to com calor... – tirou os sapatos e entrou também – Ah, bem melhor
Em seguida Mel fez o mesmo que havia feito com Bonner com Thaís, jogando água nela, o que a fez entrar também.
-Aaah, ta bom, vai... – com isso Samuel e Thiago entraram também.
Eventualmente Bonner fez o mesmo, mas Jé, Vivian e Lívia preferiram ficar apenas na beirada com os pés mergulhados.
-Aqui ta gostoso mas a gente tem que lembrar que aqui não tem secador de cabelo nem secadora de roupa... acho melhor a gente sair antes do sol começar a descer! –disse Sah aproximando-se da beirada e saindo
Os outros acompanharam-na e chegaram ao acampamento
-Que é que vocês fizeram?! – Exclamou Lofel
Rindo, Mel respondeu:
-A gente entrou ali na água da cachoeira... tava bem gostosa
Ele começou a rir também
-É, eu acho que vamos ter que arranjar algumas roupas secas pra vocês! Espera aqui, já volto.
Sentaram-se ao sol esperando Lofel, o qual chegou com uma pilha enorme de roupas nos braços,
-Aqui, vejam o que dá para vocês usarem.
As mais empolgadas em suas buscas por roupas foram Vivian, Thaís e Lívia, afinal de calças jeans e camisetas não estavam muito ambientadas com o restante. Vivian e Lívia escolhendo azuis enquanto que Thaís optou por um verde musgo.
Confortáveis, agora apenas a fome tratava-se de um problema, mas logo foi um problema resolvido quando a janta foi servida. Logo depois, quando todos estavam sentados e conversando depois de comer, Therminornes chamou a atenção de todos com sua potente voz:
-Atenção, por favor. Vamos começar a reunião agora.
Em pouco tempo todos se silenciaram, atentos para ouvir o que Aslan teria para falar.
-Como muitos de vocês sabem, Edward recusa-se a abandonar a opção de guerra, portanto teremos que lutar. A batalha será amanhã pela manhã, todos acordaremos cedo mas a maior parte dos preparos finais já foram feitos. Portanto, descansem bem essa noite pois amanhã será um dia longo, tenham uma boa noite.
Depois de algum tempo de silêncio Thaís virou-se para o grupo e perguntou:
-Eu entendi certo?
Lívia apenas fez que sim com a cabeça
-Guerra???!
-Aham – adicionou Vivian
-Mas.. eu não sei nada disso...!
-A gente também não! – respondeu Vivian
-E agora?
Roobnis, o qual estava próximo ao grupo disse:
-Não precisam se preocupar, vocês poderão ficar com as mães e crianças
-Sério? Ai que bom!
-Isso é bem aliviante!
Ele apenas sorriu como resposta. Em seguida mergulhou em seus pensamentos, olhando para o nada.
****
Logo após a conversa, depois de um pouco mais seca, Mel saiu para um dos seus passeios ao pôr do sol cantarolando alguma música de um filme, e sentou-se logo antes de uma pequena descida sem árvores, o que lhe permitia ver o céu vermelho escuro e o sol de acordo.
Ouviu alguém por trás:
-O sol de Narnia era grande e amarelo – comentou a pessoa por trás
-Agora parece o sol de Charn
Viu Sarah em pé atrás dela, a qual logo sentou-se ao seu lado e ambas observavam o céu.
-Você... Você acha que a gente vai sabe... amanhã com a guerra..?
-Ah Mel, eu não sei...é... é difícil a gente saber.
De repente uma voz forte e terna veio de trás delas:
-O que te perturba os corações, minhas crianças?
Com um pequeno pulo por não haverem ouvido os passos do leão na grama responderam:
-É que Aslan... tem a guerra amanhã e... bom... você sabe. Não sei como vai terminar...
-Você não precisa saber como vai terminar. Sequer precisa se preocupar, se você se preocupar não esvaziará amanhã de seus problemas... esvaziará hoje de sua força. Não cabe a você o futuro, Melissa.
Coçou a cabeça um pouco, olhou para Sarah.
-Aslan...
-Sim?
-Eu sempre quis fazer isso e será que eu poderia...
-Claro que pode – ela mal o deixou terminar sua frase quando já abraçava seu pescoço e mergulhava o rosto na enorme juba macia.
O leão deitou-se entre as meninas e elas abraçaram-no e ficaram os três assim olhando para o céu, contemplando sua beleza. Logo, a noite caiu e o sono veio, mas eles não foram embora.
*****
domingo, 19 de abril de 2009
Chapter XXIV - We'll keep running the other way
Todos entreolharam-se notando a burrada que o seu amigo havia feito e pensando em uma forma de resolver isso. Viram que os guardas que estavam postos ao lado da porta saindo de seus postos e indo ajudar o rei, então Lofel que estava na frente do trono com o restante virou-se com a sua espada e conseguiu deter um, o outro ficou por conta de Sarah e Mands por um tempo, até que Roobnis chegasse e conseguisse imobilizar o soldado.
-ABRE A PORTA – gritou Roobnis
Sarah correu e abriu a porta, lançaram os soldados para fora mas antes que ela a fechasse muitos outros soldados começaram a entrar:
-Acho que não foi uma boa idéia... – disse ela pasma com a enorme quantidade de armaduras ‘recheadas’ de soldados diante de seus olhos
Todos sacaram suas armas e Thiago gritou:
-Se vocês entrarem, vocês tomam banho de sangue azul! – nisso olhou para os amigos com os olhos apontando para a porta atrás de si
Todos foram vindo para trás de onde ele estava e entrando
-Isso mesmo, vocês duvidam?!
-Thiago, o que você ta fazendo?? – sussurrou Sarah – vem logo! Dá pra você dar uma corrida pra cá, vem!
-Mas... – ele hesitou, e vendo o exército se aproximando largou o rei e correu porta adentro, batendo-a atrás de si
-O que foi isso Thiago?!
-Sem briga agora, gente, vamo! – gritou Mel
Todos correram pelo longo corredor e chegaram à sala principal da ala das esposas, encontraram outro corredor e seguiam por ele quando a mesma esposa que Samuel, Thiago, Mands e Mel encontraram na outra exploração e ela assobiou:
-Vem cá!
Entreolharam-se por um instante e seguiram-na, a qual abriu uma porta:
-Entrem aqui!
Entraram e notaram estar numa cozinha:
-Mas não dá pra todo mundo se esconder aqui! – exclamou Thiago
-Por aqui - disse ela e abriu mais uma porta, para uma dispensa, entrou primeiro e desencaixou duas das prateleiras mais baixas em uma parte e abriu uma pequena porta pela parede:
-Isso os levará para o lado de fora, estarão do lado leste do castelo!
Arrastando-se todos começaram a sair:
-Porque tem isso aqui? – perguntou Mel enquanto os outros passavam
-Você realmente acha que as esposas ficam todas confinadas? Apenas para o rei!
-Aaah...
-Agora vai!
-Obrigada! Isso não vai te causar problemas?
-Não, pode ir!
Saiu e logo atrás de si a mulher fechou a saída, tocaram a trombeta e os Grifos vieram rapidamente e puderam montar neles e voarem para longe.
*****
Fazendo um pouso no meio do caminho, desceram dos grifos e Sarah correu em direção a Mel
-Melziiiinha! Você ta bem!
Bonner viu Thaís e aproximou-se dela, juntamente com Lívia, Mands, Vivian:
-Pudiim! Como que você veio aqui??
-Eu sei lá... só apareci aqui... e tava com fome e fui entrar no que acho que era o jardim do castelo e me prenderam...
-Nossa... quanto tempo faz isso?
-Aaah, acho que uns três ou quatro dias.
-Coitada da Thaís – disse Lívia
Lofel e Roobnis então aproximaram-se:
-Olá, qual o seu nome?
-Thaís... e o de vocês?
-Eu sou Lofel e esse é Roobnis
Ela deu uma pequena risada
-Nomes... exóticos!
-Creio que terei que deixar vocês caminharem o resto... – disse Jungsen - Aslan pediu para que sobrevoássemos observando o movimento do exército de Edward, não deve demorar muito para vocês encontrarem o acampamento, seguindo em direção noroeste não devem ter muitos problemas.
-Ok, obrigada por tudo até agora – disse Roobnis – acho que nos veremos em guerra na próxima vez, não?
-É bem provável... bom, adeus!
*****
Ficaram felizes quando depois de uma hora caminhando encontraram um pé de alguma coisa carregado, era uma fruta vermelha por fora e por dentro um roxo azulado forte por dentro, com uma textura parecida de um pêssego mas um sabor completamente diferente. Devido à cor avermelhada que lembrava uma maçã e a textura por dentro do pêssego e o tom azulado interno, apelidaram-na “messegãzul”.
Colheram levaram algumas messegãzuis para mais tarde, caso não encontrassem nada mais pelo caminho, já que no momento não estavam com muita fome.
-Será que as maçãs tão envenenadas? – brincou Salsinha
-Aaah sim Amanda, você vai morrer olha, ta até ficando roxa!!! – disse Thiago, tirando sarro da irmã
-Mas nem é maçã! – exclamou Bonner
-Geeeente, olha aquilo! – exclamou Mel de repente
-O quê, Melzinha? – perguntou Sarah
-Ali na frente! – disse e saiu correndo, parecia haver uma abertura nas árvores.
De fato havia, era um enorme campo com flores e árvores menores espalhadas. Todos correram, (Mel e Sarah com visível empolgação) correram e jogaram-se na grama fofa:
-Saaaam, você pode rolar na grama aqui sem cair na valeta! – disse Mel rindo
-Aaaaaaah que legal! E ainda tem uma descida aqui! Pena que não daria pra filmar dessa vez... – disse Mands
-Mas com certeza não seria tão engraçada quanto da outra – disse Sarah
Todos então lembraram-se do senhor supracitado deitando-se no morrinho do acampamento e rolando para perto da valeta, dos incríveis gritos de todos os espectadores e da fenomenal queda. Riram até que não podiam mais.
Como estava próximo ao meio dia, umas duas horas depois, o sol estava alto, então para comerem as messegãzuis sentaram-se sob uma das árvores pequenas no campo.
-O dia ta muito bonito hoje! – disse Vivian observando o céu azul e limpo
-Será que o pessoal lá do exército de Aslan ficou bem depois do ataque? Eu fiquei preocupada... – disse Sarah pensativa
-É, não dá pra saber... pelo menos a gente ta em um pedaço só! – brincou Lívia
-Eu não tava a fim de virar almoço de gato...– disse Thiago arrancando a casca da árvore sob a qual estavam sentados
-Não faz isso com a árvore, Thiago! – protestou Sarah – Tadinho, é um ipê tão bonitinho...
-Tadinho nada... árvore não serve pra nada... árvore é tudo safada! olha isso – disse ele estendendo um graveto que encontrou no chão – pra que é que serve uma porcaria de graveto?
-Pra fazer uma fogo? – sugeriu Mel
Sarah ia falar mas desistiu na metade, pensou um pouco e finalmente disse:
-É verdade... Eu esqueci disso – Olhou para Mel que deu um pequeno sorriso e em seguida deu mais uma mordida no messegãzul.
O silêncio pairou por algum tempo até que terminaram de comer e decidiram continuar caminhando, entre as árvores novamente e antes de entardecer chegaram ao acampamento.
*****
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Chapter XXIII - We set our course to run right into danger
Foi combinado que novamente Samuel e Thiago vestiriam as armaduras, já que já o haviam feito antes e se familiarizado de certa forma com a roupa e tentariam tirar Mel de onde quer que estivesse presa. Antes que os guardas os escoltassem, conseguiram escapar devido ao seu prévio conhecimento do castelo, esconderam-se num dos quartos, um próximo ao depósito de armaduras.
Notando que estava seguro, entraram vestiram-nas e desceram e foram procurar as celas.
-Onde será que é isso?
-Shiiu Thiago, fala baixo! Esse capacete faz eco!
-Desculpa!
Notaram então um minotauro aproximando-se deles:
-Creio que eu tenha deixado cair as chaves da cela nas escadas por ali, vocês poderiam procurá-las para mim? O rei está me chamando
-Ah, sim, claro! Pode deixar que o faremos! – respondeu Samuel tentando engrossar a voz e falar seriamente
Notaram o que parecia ser um leve riso da parte do minotauro que abaixou a cabeça e saiu apenas olhando para trás:
-E não esqueçam, passei apenas pelo corredor de celas da esquerda, não da direita
-Ah, óbvio, porque acharíamos que você passou pelo outro?! – respondeu Samuel meio rindo
Tendo o minotauro saído Samuel empurrou Thiago:
-Vamo antes que ele volte!
-Mas ta tudo escuro nessa escada!
-Bom... Vai ter que ir assim!
Começaram a descer mas chegando na metade do caminho Thiago quase caiu
-Opa, o que foi Thiago?
-Droga, pisei em algo, quase caí
Começaram a procurar o que era e de fato eram as chaves
Desceram o resto dos degraus e viram os dois corredores da direita e da esquerda:
-Ele falou direita né?
-Não, não, esquerda
-É? Tem certeza?
-Era esquerda...
nisso ouviram:
-Knowing me, knowing you, there is nothing we can do!
-É, Thiago, é esquerda
Foram então literalmente seguindo a música. Mel, notando a movimentação parou de cantar e virou-se para olhar para quem vinha no corredor:
-Ué, o que aconteceu com o minotauro? – notou então que começaram a abrir o portão – Não não, o Edward não quer me ver né? Se pedem pra soltar geralmente não é coisa boa... ele não vai me matar né???
Erguendo a parte que cobria o rosto Samuel falou:
-We’ve just got to face that this time we’re through! Bom...pelo menos por enquanto, acho que não
-Samuel? – exclamou Thaís reconhecendo a voz
Thiago também mostrou o rosto:
-São vocês! Aaaah, que bom ver vocês! – finalmente após tirarem as algemas que prendiam seus pulsos ela saltou e ia falar quando Thaís a interrompeu:
-Mel, o que ta acontecendo aí desse lado?
-Aaah é o Sam e o Thiago, chegaram pra gente sair
-Queee? A pudim ta aqui também??
-Aham, ali do lado!
-Uííííííííífe! – exclamou Samuel ao vê-la na cela
-Rusbaaaand! – respondeu ela com visível empolgação
Foram à cela ao lado e soltaram-na
-E agora? Por onde a gente sai? – perguntou ela
-Não sei, não são vocês que ficaram aqui mais tempo? – perguntou Thiago
-Tá, vou fingir que não ouvi isso. Samuel, que é esse pedaço de papel preso na sua armadura? – perguntou Thaís
-Não sei... onde?
-Aqui, no ombro – disse Thiago ouvindo o que Thaís disse, tirando e abrindo – “passagem para ala das esposas no terceiro quarto”... acho que eu fiquei nesse quarto
-Mas... como que... vocês falaram com alguém pra me achar aqui? – perguntou Mel
-Aaah só com um minotauro lá
Mel riu para si ao ouvir isso:
-Acho que ele não fez só o que recebeu ordens dessa vez
-Então, tipo assim, cansei de ficar na prisão gente, vamo sair daqui?? – disse Pudim
Saíram rapidamente e chegando em cima Samuel e Thiago abaixaram a parte da frente dos capacetes e levaram as meninas como uma prisioneiras. Seguiram naturalmente pelo castelo, felizmente não encontrando ninguém até o terceiro quarto.
-Agora, aonde aqui? – perguntou Thiago
-Ué, não é você que ficou mais tempo aqui? – disse Thaís com um sorriso
-Aaaaaah, e eu fiquei procurando passagem?
-Que tal a gente parar de discutir e achar a passagem?
Começaram a procurar, sob tapetes por portas, sob a cama mas não tiveram sucesso. Mel então teve uma brilhante idéia:
-Não... Não pode ser. Seria muito.
-O que? – perguntou Samuel
Nisso ela se aproximou das portas dos armários e abriu todas.
-Será que alguma tem fundo oco? – começaram a bater mas os fundos eram sólidos, assim como o piso.
Tiveram a idéia da parte de cima dos armários, subindo numa cadeira Samuel começou a bater na parte de cima dos armários e encontrou um que era oco:
-Gente, acho que achei! Agora é só descobrir como abre... – tentou empurrar mas não conseguia então Mel entregou-lhe a espada que ele havia deixado no chão para subir na cadeira
-Que tal assim? – sugeriu
-Não... deve ter outro jeito...
-E se a gente fechar a porta? – sugeriu Thaís
-Pra que? Pra eu ficar no escuro?? – perguntou Samuel
-Não, vamos ver, eu vou fechar e você tenta empurrar aí
-Ahn... ta...
Ela fechou e finalmente ouviram um som que parecia algo positivo:
-Com a porta fechada é só empurrar que vai! – ouviram de dentro
-Desculpa gente, mas, caham, notem que a idéia foi minha... – disse pudim
Os quatro então entraram e fecharam a porta atrás de si, apesar de ser uma coisa muito tola de se fazer. Samuel, estando sobre a cadeira foi o primeiro a conseguir subir, puxou os outros três para cima e fecharam novamente a abertura.
Notaram que estavam numa espécie de outro armário, abriram a porta um pouco:
-Droga, tem um monte de mulher ali fora... todas as esposas – disse Samuel olhando pela fresta
-E como a gente faz pra sair sem estranharem? – perguntou Mel
-AAAAAAaaah, não, eu não vou me disfarçar de mulher, basta essas armaduras horríveis!
-Eu nem pensei nisso, calma, além do mais não dá... grr... e agora... só se vocês levarem a gente como se estivessem escoltando futuras candidatas, sei lá... – sugeriu Mel
-Futura esposa nesse estado? – disse Thiago observando o deplorável estado da criatura
-Graçinha, até parece que eu não estive dois dias presa... pufff
-Bom, vai assim acho... – disse Thaís
-Aqui, tem uns panos coloridos, coloca isso por cima do vestido e cobre o rosto – disse Samuel estendendo alguns tecidos coloridos que encontrou numa das prateleiras
-AAAH, daí a gente finge que é de Calormen! Boa!
-Mel, só coloca – recomendou Thaís fazendo o mesmo
Conseguiram finalmente sair e caminharam da forma mais natural possível apesar de seus nervos estarem se contorcendo e dando cambalhotas. Finalmente chegaram à entrada da sala do trono, entreabriram a porta e observaram por algum tempo:
-Algo?! Agora você fala como se eu fosse um objeto disponível para negociação?!!! Aaaaaaaaaaaaaah, vai caçar sapo!
-Olha, falei que esse rei era um safado! – disse Thiago baixo – pelo menos a Sarah ta finalmente dando uns queimão nele
-Thiago, shiu! – disse Thaís
-Calma, Sah – ouviram Jé falar
-Jé, como você quer que eu fique calma?
-É, não tem muito como ficar calma... – disse Thiago – nem eu to calmo
-Thiago... páára...
-De qualquer forma – interrompeu Garbo – aqui estamos nós prontos para outro tipo de negociação... o que vossa majestade me diz?
-Vocês vem aqui falando como se tivessem algum direito de falar comigo diferente da forma que é direita para se falar com um rei, usam xingamentos chulos e ainda esperam vantagem para o seu lado? – deu uma risada com isso – creio que vocês deveriam estar me implorando para que eu cumprisse o que foi sugerido, não querendo outro tipo de negociação.
-Implorando?! – indignou-se Thiago – Quem esse cara pensa que é?
- Até onde eu sei, tenho o total direito de dar a vocês o mesmo destino que a sua amiguinha lá provavelmente terá.
-DIREITO O CARAMBA!
-THIAGO, NÃO! – disse Samuel firmemente, mas já era tarde. Thiago saltou para dentro da sala de trono e veio por trás do trono, segurando a espada ao pescoço de Edward.
-Quer falar de direito agora, seu canalha? – indagou Thiago puxando a cabeça de Edward para trás pelo cabelo
segunda-feira, 23 de março de 2009
Chapter XXII - I've never loved these chains, crawling around this cage and I can't find any advantages
-Where troubles melt like lemon drops away above the chimney tops, that’s where you’ll find me... – foi então interrompida por um visitante, mais especificamente o minotauro que trazia em suas mãos um copo de água e pão e entregou para ela
-Brigada! – disse surpresa por ter uma refeição, mas sequer recebeu uma resposta e entre mordidas perguntou:
-Porque você faz isso?
-Trago comida seguindo ordens apenas
-Não, não, porque você trabalha para o rei? Ele é um carrasco e te trata tão mal
-Mas, ora, ele é o rei. Todos querem trabalhar para o rei... ainda mais fazer parte de seu exército
-Você concorda com o que ele te manda fazer?
-Ahh, não sempre, mas ordens são ordens...
-Acho que eu não conseguiria fazer isso... fazer algo com que eu não concordo
-Já acabou?
Tomou o último gole da água e entregou-lhe o copo
-Brigada, de novo
Ele saiu rapidamente sem mais palavras
-Se o seu coração parar de bater agora, se você for embora... – começou ela novamente
-Pra onde você vai?
Ao ouvir alguém completando a música estranhou muito:
-Céu, inferno, pode crer – continuou a outra voz
-Tem mais alguém aí??
-Não, sou um fantasma
-PUDIIIIIM! – exclamou Mel reconhecendo a ironia, notou então que a voz vinha da cela ao lado, com uma parede entre elas
-Oi, Mel
-Como que você...
-Sei lá, eu apareci aqui e daí eu entrei no jardim do castelo pra pegar alguma fruta mas falaram q eu estava ‘conspirando contra o rei’. Pô, eu só tava com fome... e você?
-Aaaah... o rei quer casar com a Sarah e mandou seqüestrarem ela mas me seqüestraram por engano
-Nossa, como se você e a Sarah se parecessem muito... Não falaram que tinha de ser alguém bonita? Se tivessem falado teriam seqüestrado ela, certeza.
Mel ficou em silêncio de desaprovação por algum tempo
-Mel? Eu to brincando, ok?
-Toda brincadeira tem um fundo de verdade...
*****
Desceram da carona que pegaram nas costas dos grifos, uns assustados outros animados com o fato de haverem sobrevoado Narnia. Ali estavam, diante do castelo novamente.
-Se vocês ouvirem essa trombeta, vocês sabem que tem algo errado e devem voltar, ok? – disse Roobnis aos Grifos
-Sim, claro, estaremos por perto – disse Jungsen levantando vôo novamente
Observaram o castelo por algum tempo até que Garbo finalmente tirasse todos de dentro de seus próprios pensamentos:
-Então, vamos adiante com isso ou não?
E lá se foram, estavam diante dos portões.
-Quem se aproxima dos portões do rei Edward? – gritou uma voz de cima do muro
todos se entreolharam e Lofel manifestou-se:
-Viemos conversar com o rei, trazemos conosco Sarah
Nesse ponto Sarah desejou ser um avestruz e enfiar a cabeça na terra e esquecer do mundo, mas seu desejo não foi realizado.
Em seguida os portões foram erguidos e todos entraram.
-Nem precisamos discutir a migração das andorinhas pra entrar... – disse Samuel e então notou que era o único que conhecia a piada, é talvez, a Mel desse alguma graça para algumas piadas internas. Ou não.
Foram conduzidos até a sala do trono por dois guardas e encontraram Edward sentado sobre seu imponente trono
-Sejam bem vindos – disse abrindo um largo sorriso, o que fez Sarah e muitos outros girarem seus olhos considerando toda a falsidade presente nas três palavras
-Nem vem com essa palhaçada de amiguinho nosso não ô Edward, o senhor sabe muito bem porque a gente ta aqui!
-Ora essa, Sarah, isso é forma de se dirigir ao rei? Seu futuro marido?
-REI O CARAMBA! – exclamou com muita raiva – dane-se se você é rei ou um molusco no jardim, o que você ta fazendo é errado!
Com essas palavras Garbo notou que teria que intervir antes que o rei virasse uma pilha de cinzas pelo simples olhar de Sarah.
-Veja bem, tente ser compreensivo, o que foi feito foi errado e devemos chegar a algum tipo de acordo, e você sabe muito bem disso. Matar a outra garota não te trará lucro nenhum, será apenas mais sangue em suas mãos.
-Mas devolvendo-a a vocês não terei lucro nenhum também, por isso quero algo em troca.
-Algo?! Agora você fala como se eu fosse um objeto disponível para negociação?!!! Aaaaaaaaaaaaaah, vai caçar sapo!
-Calma, Sah – disse Jé colocando a mão sobre o ombro da amiga
-Jé, como você quer que eu fique calma?
-Pelo menos você não foi chamada de ‘negócio’ que nem o jabuti...
-De qualquer forma – interrompeu Garbo – aqui estamos nós prontos para outro tipo de negociação... o que o rei me diz?
-Vocês vêm aqui falando como se tivessem algum direito de falar comigo diferente da forma que é direita para se falar com um rei, usam xingamentos chulos e ainda esperam vantagem para o seu lado? – deu uma risada com isso – Creio que vocês deveriam estar me implorando para que eu cumprisse o que foi sugerido, não querendo outro tipo de negociação. Até onde eu sei, tenho o total direito de dar a vocês o mesmo destino que a sua amiguinha lá provavelmente terá.
No que o rei disse isso um barulho foi ouvido de trás do trono e rapidamente uma pessoa vestindo uma armadura segurava uma espada ao seu pescoço.
*****
segunda-feira, 16 de março de 2009
Chapter XXI - It's In Dispair That I Find Faith
-Me solta! – gritava Mel tentando se livrar do Minotauro, todas as tentativas em vão considerando sua quase nanoforça e recorria assim às formas imperativas do uso da língua – Grrr! Você nem tem porque me seqüestrar, bobão!
O último termo bastou para que qualquer traço de paciência restante da enorme criatura se esgotasse:
-Fica quieta! – disse ao resolver a insistência e tagarelice da garota com uma pancada na cabeça.
Finalmente.
Silêncio.
*****
O silêncio da mente nocauteada foi interrompido bruscamente por um estrondoso grito:
-QUE DIABOS É ISSO? Eu não falei uma menina morena (morena significa cabelo escuro, caso você não saiba!) e... bonita! Acima de tudo bonita! – deu um destaque fenomenal à ultima palavra, o que de certa forma ofendeu a mente agora semi-nocauteada.
-Hm? – opôs-se à ofensa da forma que podia
-Ah! Ótimo. Agora ela está acordando. Se eu quisesse um general com o tamanho proporcional à burrice eu teria escolhido um gigante, não um minotauro.
-Mas senhor, filhas de Eva são todas iguais... não há nada que as diferencie!
-Iguais! Exclamou com uma risada sarcástica
No que ele explorava todo o sarcasmo permitido por sua inteligência, um dos leopardos entrou na sala (agora percebia que era a sala do trono):
-Soube que ocorreu um equívico – disse numa voz tão sinistra que mel até acordou totalmente e ergueu os olhos tentando encontrar de onde vinha a voz
-‘Equívoco’? – perguntou Edward – eu diria excesso de burrice – respondeu lançando um olhar fulminante em direção ao minotauro
-Se vossa majestade me permite, há formas de usarmos isso para nossa vantagem...
-Leve a menina, Fogrin. – ordenou ele referindo-se ao minotauro – Prossiga... – disse voltando-se interessado para o leopardo, sentando-se no trono.
O minotauro ergueu Mel e empurrou a adiante dele e empurrava com uma adaga em suas costas. Ao tentar levantar-se notou que suas mãos estavam atadas. E foi, andando por passagens no castelo, descendo diversos lances de escadas chegaram a um corredor longo com diversos portões, levavam a pequenas salas, dentro de uma a qual ela foi lançada, mãos presas a algemas que estavam presas nas parede e o portão trancado. Trincos, correntes, espaço limitado. Finalmente os fatos se ajeitaram desconfortavelmente em sua mente não muito aconchegante no momento:
-Uma cela? Estou sendo presa? – perguntou indignada
Ele andava em direção às escadas e apenas virou o rosto parcialmente:
-O que você esperava?
-É estranho, de tratamento real para de repente... isso. Ser jogada que nem um hamster numa gaiola.
-Garota, agradeça o fato de estar viva.
*****
-Mas Aslan, não dá para você vir junto? – perguntou Sarah pela décima segunda vez ao despedir-se, todos prontos para sair.
-Não, filha... às vezes a maior ajuda que posso dar nem sempre é a minha presença. Não preciso estar ao seu lado para estar próximo de você.
-É, acho que sim né... – respondeu ela olhando para o chão e brincando com a terra com os pés
-Já é chegada a hora de sua partida, tenham uma boa viagem e obrigada por estarem fazendo isso – disse ele encurvando a cabeça solenemente, e assim foi-se o grupo, caminhando com pesar no coração.
Após algum tempo andando, Lofel quebrou o silêncio cadavérico:
-Creio que a caminhada não será tão longa
-Não tenho nem noção de quanto a gente já andou nesses últimos dias – comentou Jé
-Aonde vamos afinal? – perguntou Vivian
-No castelo do bem amado da Sarah – brincou Bonner, calando-se rapidamente ao notar o olhar de ódio lançado por Sarah
-Sinto falta dos dias em que falávamos de Aslan livremente – disse Roobnis pensativo
-Ao menos essa história toda serviu pra alguma coisa – disse Lofel olhando para Roobnis com olhos brilhantes e um leve sorriso estampado no rosto – pelo menos pudemos conhecer Aslan
-Isso é triste... – disse Garbo, pela primeira vez lembrando a todos de sua presença, devido ao seu pequeno porte – Não, não o fato de conhecermos Aslan, não me olhem com essas carinhas de indignação! É só triste que é mais fácil o vermos em tempos difíceis. Ele sempre está lá e existe... mas parece que para nós existe apenas com problemas.
-Realmente – comentou Roobnis – como é que vocês vêem Aslan no seu mundo? É apenas em épocas de conflitos?
-Mais ou menos – respondeu Samuel – não o vemos fisicamente lá, e Ele tem outro nome. Ele já andou por lá como faz aqui, mas hoje é diferente...
-Mas acho que de certa forma só o vemos quando chegam os problemas, só lembramos Dele nessas épocas – adicionou Sarah
-Queria conhecer seu mundo, deve ser legal, diferente
-Nem é não... que nem eu já disse, é meio chato lá – disse Thiago
-Mas diferente é! – falou Mands- lá não tem essas roupas legais que nem aqui
-Também não tem reis e rainhas mais – disse Lívia
-A não ser na Inglaterra... – comentou Samuel
-Roupas diferentes? Nada de reis?? Como é isso?!
-Ah, de roupas usamos calças mais largas
-E as meninas também usam calças! – adicionou Sarah
-Mulheres de calças?? – perguntou Lofel estourando numa risada – realmente, muito diferente!
Ele ainda falava quando de repente Roobnis ordenou a todos que se calassem. Ele olhava para cima tentando descobrir o que fazias as gigantes sombras sobre eles; tomaram cobertura entre as árvores mas seja o que fosse estava aproximando-se deles:
-Corre! – gritou Roobnis
Saíram todos em disparada, Sam pegando Garbo do chão e carregando-o em seus braços, para ajudá-lo em sua desvantagem de ter 4 patas mas muito pequenas.
Correram rapidamente até um dos o-que-quer-que-fosse pousou bem em frente deles; Roobnis e Lofel desembainharam suas espadas.
-Calma, calma, sou eu, vim trazer uma mensagem de Aslan – todos agora podiam ver claramente, era um enorme Grifo o qual notando os olhares de desconfiança disse – não lembram de mim? Jungsen?
-AH! – exclamou Roobnis em alívio, abaixando a espada - me desculpe, é claro que me lembro de você!
-Me desculpe mas não há muito tempo para cumprimentos, o rei enviou uma mensagem, Aslan pediu para que eu a repassasse – nisso todos gelaram e aguardaram o fim da declaração – quer Sarah ou a outra menina morre
-Que chantagem mais clichê, parece coisa de filme! – disse Thiago
-Ou eu caso com aquela lhama desgarrada guatemalteca ou a Mel vai pro espaço! – disse Sarah descrente do que havia ouvido
-Sarah, não fala assim... – disse Samuel em voz baixa - as lhamas podem se ofender.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Part V - Chapter XX: All Our Victory Songs Seem To Be Playing Out Of Tune
Salsa arriscou um ataque com sua espada, mas o leopardo desarmou-a rapidamente, Jé conseguiu lançar uma flecha próximo ao início da pata posterior de um deles, o que o distraiu por algum tempo, tempo no qual Bonner saiu correndo com a espada e matou um dos leopardos e feriu um pouco o outro, pegou do chão a espada de Salsinha, mas o leopardo começou a correr atrás dele e ele mesmo e o restante do grupo saíram correndo em disparada tentando não serem pegos.
Um dos leopardos então conseguiu se aproximar do grupo e puxou a barra do vestido de Mel com as garras, derrubando-a no chão. Voltaram-se, Sarah ajudou-a a se levantar e iam voltar em disparada mas um minotauro saiu de entre as árvores e levou-a antes que pudessem pensar em qualquer coisa. Floresta adentro, o minotauro fugiu com ela, levando consigo os leopardos, os quais fugiram todos.
Com a fuga, o exército de Aslan urrou, brados de vitória, todos celebravam, ninguém havia sido gravemente ferido e estavam todos bem (quase).
Por um breve momento nada fez sentido para ninguém que presenciou o seqüestro, e quando algo fez sentido desejavam que não fizesse.
Pararam em silêncio e os fatos se assentando em suas mentes.
Ouviam o restante do exército, mudos.
Roobnis e Lofel então se aproximaram alegres mas vendo as expressões confusas e tensas em todos perguntou:
-O que foi? Que houve?
-A Mel – disse Sarah olhando fixamente para o chão, ergueu então os olhos e olhou diretamente para os faunos – levaram ela
-Como assim, “levaram ela”?
-Levar de pegar e ir embora com ela contra a vontade dela? – disse Samuel com um tom de ironia na voz
Voltaram todos para próximo do grupo e voltaram a caminhar em silêncio, comentários esporádicos, mas nada relevante até que mais uma vez Aslan pediu para conversar com eles durante uma curta pausa da caminhada.
Chegaram próximos ao Leão, o qual conversava com Therminornes e Garbo e Garbo, elementarmente, protestava:
-Mas quem podemos mandar?! Quem o reizinho escutaria sem cortar em pedaçinhos?!
-Deveríamos fazer um ataque! – respondia Therminornes
-Parem – disse Aslan em voz baixa – aqui estão os jovens. Soube que houve um infortúnio durante o ataque quanto a sua amiga, correto?
-É... – disse Jé em voz baixa
-Alguns de vocês já estiveram no castelo de Edward antes, não é?
-Sim– disse Bonner – ficamos lá por uns dias
-A missão será sua – os olhos outrora baixos ergueram-se em direção ao Leão
-Como assim?? – perguntou Sarah
-O QUE?! – perguntou o coelho indignado erguendo-se nas patas de trás – DE TODO O EXÉRCITO O SENHOR QUER MANDAR ELES?!
-Pequeno, mantenha a calma. O rei ouvirá o que eles têm a falar, especialmente por estarem com Sarah em seu grupo, não fará um ataque.
-Faz sentido, realmente! – disse Therminornes – Brilhante!
-Vocês partirão agora para chegar lá o mais rápido possível, Roobnis e Lofel te acompanharão para trazer sua amiga de volta.
-Senhor, não permitirei isso – Aslan lançou um olhar de reprovação ao coelho e ele abaixou o tom e apenas adicionou – Não permitirei que vão sozinhos... Eu irei com eles! Com a sua permissão, é claro.
Com um leve riso Aslan respondeu:
-Está bem, pode ir com eles, Garbo
Samuel então virou-se para Thiago e com um cutucão com o cotovelo disse em voz baixa:
-Até o Aslan chamou ele de Garbo!
*****
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Chapter XIX - Look At The Sky, Step On The River. Isn't It Good?
-Aqui estão, Senhor.
-Ah, muito obrigada Lofel – disse o Leão
Observaram e havia uma pequena mesa ao centro com um enorme mapa detalhado de Narnia e estavam Therminornes, Roobnis e Lofel debruçados sobre ele e Garbo, de fato sobre ele.
-Mas Senhor, como com essa chuva vamos conseguir atravessar o Grande Rio? Ele estará cheio!
-Calma, pequeno, acharemos a solução. Agora tratemos com os filhos de Adão... Primeiramente, sejam bem vindas as filhas de Eva, olá Vivian e Lívia.
-hum... Oi! – disse Vivian e Lívia respondeu apenas com olhos arregalados e um tímido sorriso
-Creio que será mais ou menos uma semana de caminhada até o campo de batalha, por estarmos num exército grande...
-Isso se conseguirmos atravessar o rio... – disse Garbo
-Sim, calma, calma, cada coisa a seu tempo. Mas devemos avisar o exército, para os anões terminarem de preparar os armamentos e armaduras
-Ok – respondeu Samuel em nome de todos – então é pra todos descansarem bem hoje porque sairemos amanhã em caminhada?
-Sim, ao som da trombeta. E caminharemos boa parte do dia.
-Tá ok, podemos ir?
-Sim, obrigada.
-Disponha! – respondeu Sam empolgado e saíram todos
Do lado de fora definiram quem iria a quais tendas e a quem avisariam, fizeram o que deveria ser feito e feito isso se reuniram na tenda em que estavam antes, comeram alguma coisa, os meninos foram para outra tenda (estando as meninas em maioria número, ficaram com a maior).
*****
O dia seguinte começou com escuridão ainda, antes do Sol nascer. Tudo foi desmontado e caminharam, não permitindo muito espaço para piadas ou brincadeiras (apesar de uma ou outra aparecer nas conversas enquanto andavam).
Chegaram então ao Grande Rio, e sendo Garbo, Garbo, apenas disse:
-E agora..? Se dermos a volta...
Falava quando foi interrompido pelo início de um rugido de Aslan, o qual virou-se para o grupo de amigos que estava atrás dele e notificou:
-Talvez fosse melhor vocês cobrirem os ouvidos... – o obedeceram prontamente sem questionamentos
O rugido baixo cresceu para um rugido incrivelmente alto que fez toda a água do rio tremer e formar ondas pequenas. Depois disso até abelhas e insetos temiam voar, predominando um silêncio incrível.
Estavam todos na expectativa que algo extraordinário acontecesse, mas tudo parecia exatamente igual. Entreolhando-se animais e criaturas, muito confusos não sabiam o que fazer e temiam falar. Quando algo mais do que extraordinário aconteceu e Aslan apenas estendeu a pata sobre a água e pisou sobre ela, e assim o fez com as outras quatro, voltou-se para o restante e apenas disse:
-O que vocês estão esperando? O rio se abrir? Vamos!
Foi então que algo ainda mais inesperado aconteceu, ninguém sabia quem seria o próximo e viram então aquele mesmo filhote de texugo que na reunião foi cheirá-los e sem hesitar, apenas cheirou um pouco o ar à beira do rio e correu sobre as águas e juntou-se a Aslan. Depois disso os irmãozinhos texugos vieram e Garbo teve de aceitar os fatos e foi, hesitou, mas foi, com isso todos os outros foram, uns hesitantes e afundando, outros confiantes até arriscaram umas piruetas e quedas.
Os amigos não discutiram muito, deixaram os questionamentos internos e comentários foram feitos apenas depois. No meio do caminho Mel até decidiu brincar um pouco e abaixou-se e mergulhou a mão na água do rio, mas ainda assim seus pés não afundavam:
-Que demais isso! – exclamou infantilmente.
Continuou caminhando com o restante e chegaram ao outro lado, bem e secos (salvo a mão de Mel, que continuou molhada).
Caminhavam pensativos quando todos os pensamentos foram interrompidos pela Jé:
-Ô, Bonner... o que você faria se... um bicho fosse atacar você? – disse com os olhos fixos mata adentro
-Aaah, não sei... depende do bicho... faz diferença se é um coelho ou um leopardo, por exemplo...
Mal terminou as palavras quando ela apontou para um felino, andando em posição de ataque entre as árvores. Assustado, ele puxou Lofel (o narniano mais próximo de si) para mais perto e falou em voz baixa:
-Lofel, olhe discretamente pra esquerda porque eu acho que alguém está procurando a janta por aqui...
Ele então notou o leopardo, e notou logo mais um próximo e gritou o mais alto que seus pulmões permitiam:
-ATAQUE! Estamos cercados!